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Qua 18 jan 06 Agência Estado n/d |
Agência Estado A bolsa de Tóquio encerrou os negócios mais cedo nesta quarta-feira, antes das 15h locais, depois de o sistema ter atingido seu limite máximo diário de 4 milhões de ordens. A bolsa alertou que as transações seriam suspensas se as ordens atingissem o limite e esse aviso preocupou os investidores, que correram para vender ações, derrubando mais de 700 pontos do índice. O Nikkei fechou em baixa de 464,77 pontos, ou 2,94%, aos 15.341,18 pontos. Foi a maior queda em pontos desde maio de 2004. "Os resultados da Intel foram a principal causa por trás disso, mas o anúncio da TSE (bolsa de Tóquio) fez com que muitos investidores vendessem papéis, puxando o índice para baixo", disse o diretor de vendas de ações do Bear Stearns em Tóquio, Hiroaki Kuramochi. Apesar dos declínios acentuados dos últimos dois dias, os investidores estrangeiros ainda mantêm posições compradas em ações em Tóquio, segundo operadores. Companhias japonesas do setor de tecnologia foram derrubadas pelo balanço abaixo do esperado e pelas previsões desfavoráveis anunciadas pela Intel (Toshiba -6%, Tokyo Electron -4,1%). As ações da provedora de serviços de Internet Livedoor despencaram 16,8%, prejudicadas pelas investigações de fraude na companhia. Softbank, do mesmo setor, caiu 13%. Corretoras de Internet também cederam, com o temor de que os investidores de varejo poderão reduzir o volume de negócios online depois da queda da bolsa (Monex Bean Holdings -9,9%, Kabu.com -13,7%, encerrando em limite de baixa apenas uma hora e meia depois da abertura). Não foram só as empresas de tecnologia as atingidas pelo mau humor no mercado. As petrolíferas também recuaram, apesar da alta dos preços do petróleo nos EUA. Showa Shell Sekiyu, unidade da Royal Dutch/Shell Group, caiu 2,6%, e Cosmo Oil perdeu 2,8%. As informações são da Dow Jones. |